quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Agressividade na infância pode estar ligada a um parto difícil



Bebês que vieram ao mundo em um parto difícil, com o uso de fórceps, são mais propensos a desenvolver problemas como a agressividade durante a infância se comparados com aqueles que nasceram de cesariana, informou um estudo feito na China.

Os pesquisadores acreditam que os problemas comportamentais podem estar ligados ao alto nível de cortisol, um hormônio que o corpo produz durante um nascimento estressante e difícil.

"A associação entre o modo de nascimento e uma psicopatologia na infância está provavelmente relacionada ao efeito do cortisol", escreveram os pesquisadores em um artigo publicado nesta quarta-feira no BJOG: Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia.

Estudos anteriores concluíram que níveis de cortisol no sangue do cordão umbilical são menores em bebês que nascem de cesariana opcional, seguido pelo parto normal espontâneo. Altos níveis de cortisol são encontrados em partos normais com a ajuda de fórceps ou por vácuo extrator.

"Os níveis de cortisol foram relacionados à psicopatologia infantil. Entretanto, mais estudos são necessários para olhar com mais detalhes para isso" escreveram os cientistas, liderados pelo professor Jianmeng Liu, vice-diretor do Instituto de Saúde Reprodutora e da Criança do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Pequim.

O estudo envolveu 4.190 crianças que nasceram nas províncias de Zhejiang e Jiangsu, no sul da China. Elas foram avaliadas entre as idade de 4 a 6 anos por problemas como timidez, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e comportamento delinquente e agressivo.

Tais problemas foram menores em crianças que nasceram por cesariana e maiores naquelas cujas mães deram à luz com a ajuda de instrumentos como fórceps ou vácuo extrator.

Fertilização in vitro pode elevar risco de paralisia cerebral, sugere pesquisa



Problemas de fertilidade dos pais não explicam por que os bebês nascidos após tratamento de fertilização in vitro enfrentam maior risco de paralisia cerebral, informaram cientistas dinamarqueses. A informação foi publicada no site da "BBC News" nesta quarta-feira.

A Universidade de Aarhus descobriu que bebês de casais que se esforçaram para conceber naturalmente tiveram riscos semelhantes em comparação àqueles que engravidaram rapidamente.
Mas eles descobriram que o risco dobrou em bebês nascidos após fertilização in vitro.

Outras causas potenciais, como o próprio tratamento, devem ser investigadas, afirmaram os cientistas.
Especialistas britânicos disseram que, apesar do baixo risco, a questão precisa ser levado a sério.

A segurança da fertilização in vitro e de outros tratamentos de fertilidade similares foi examinada de perto desde o primeiro bebê de proveta na década de 1970.

Conforme aumenta o número de bebês por fertilização in vitro, as atenções iniciais sobre problemas de desenvolvimento desaparecem, mas ainda há preocupações sobre a maior taxa de paralisia cerebral.
Existem explicações possíveis, incluindo o risco elevado de complicações em gestações múltiplas, que recentemente são muito mais frequentes.

Médicos ainda suspeitam que as razões que causam a infertilidade podem estar relacionadas, mas as últimas pesquisas lançam dúvidas sobre isso.
 
Problema

A equipe analisou um banco de dados nacional de informação médica de milhares de gravidezes e partos, segundo a revista científica "Human Reproduction".

Eles compararam as taxas da condição em bebês pelo tempo que as mães levaram para engravidar a partir da primeira tentativa.

Esse tempo é usado como uma forma de avaliar a fertilidade --mais de um ano para conceber pode indicar algum tipo de problema, ainda que não grave o suficiente para evitar a gravidez completamente.

Quando as mães que conceberam rapidamente foram comparadas àquelas que levaram mais de um ano, não houve diferença significativa na taxa de paralisia cerebral.

No entanto, um grupo de bebês nascidos após a fertilização in vitro ou outro procedimento --no qual o esperma é injetado diretamente no óvulo-- tinha aproximadamente o dobro do risco de desenvolver paralisia cerebral em comparação aos concebidos rapidamente.

O risco global não era elevado --aproximadamente uma em cada 176 bebês nascidos-- embora isso represente um número significativo se comparado aos 12.000 bebês nascidos após técnicas de fertilização in vitro a cada ano no Reino Unido.

Guardar vitaminas no banheiro ou área úmida pode reduzir sua eficácia



A farmacinha de remédios do banheiro parece ser o lugar ideal para guardar vitaminas e suplementos. Porém, uma pesquisa sugere algo diferente.

Em estudos, cientistas descobriram que o ambiente quente e úmido encontrado na maioria dos banheiros tende a deteriorar vitaminas e outros suplementos ao longo do tempo. Os pesquisadores descobriram que esse processo, conhecido como deliquescência, pode reduzir o poder da vitamina B, vitamina C e outros suplementos solúveis em água tonando-os até inúteis. Tampas herméticas não necessariamente resolvem o problema, já que a abertura e o fechamento delas permitem que a umidade entre.

Num estudo publicado este ano por cientistas alimentares da Purdue University, pesquisadores mediram a estabilidade de diferentes suplementos de vitamina C em diversas temperaturas e níveis de umidade. Os suplementos apresentaram sinais de deterioração acima de umidade de 80%, um nível de umidade no banheiro capaz de ser produzido pelo vapor de um banho quente.

Outros estudos encontraram efeitos similares com a tiamina, vitamina B6 e outros produtos nutricionais solúveis em água expostos a ambientes úmidos.

Os níveis de umidade podem ser altos também na cozinha. Para uma melhor conservação, tente manter produtos vulneráveis como polivitamínicos, vitaminas para crianças ou produtos em pó numa área seca e fresca com pouca umidade, como o quarto. Se suas vitaminas amoleceram ou apresentam pontos escuros, isso quer dizer que elas já começaram a se deteriorar e provavelmente devem ser descartadas.

Portanto, guardar vitaminas na farmacinha do banheiro ou outra área úmida pode reduzir sua eficácia.

Cães ajudam no desenvolvimento de crianças autistas, diz estudo

 

O cão não é apenas o melhor amigo do homem. Estudo revela que o animal treinado pode ajudar crianças que possuem transtornos de desenvolvimento.

Pesquisadores da Univesidade de Montreal, no Canadá, descobriram que eles podem reduzir significativamente os níveis de ansiedade em crianças autistas.

"Nossos resultados mostraram que os cães tinham um claro impacto sobre os níveis do hormônio do estresse das crianças", disse Sonia Lupien, a autora do estudo Sonia Lupien.

Para detectar os níveis de estresse, Sonia e sua equipe mediram a quantidade de cortisol presente na saliva de 42 crianças autistas. O cortisol é um hormônio produzido pelo corpo em resposta ao estresse e é detectado na saliva.

"Nós observamos o nível de estresse das crianças em três condições: antes e durante o convivívio com o cão e depois quando ele foi embora", afirmou. Durante todo o experimento, os pais preencheram um questionário indicando o comportamentos dos filhos durante as três etapas. Em média, os pais apontaram 33 comportamentos problemáticos antes de receber o cão e 25 com a presença do animal.

De acordo com a publicação Daily Mail, o estudo publicado na revista Psychoneuroendocrinology também descobriu que os cães podem ajudar nas suas habilidades sociais. A crianças autistas encontram dificulades para entender emoções e sentimentos das outras pessoas.

Os pesquisadores entendem que seria uma solução relativamente simples para ajudar as crianças e suas famílias a lidarem com essas dificuldades.

Use a respiração para combater estresse e ansiedade



Eliminar toxinas, combater estresse e ansiedade. Pode parecer difícil, mas é possível acabar com isso por meio da respiração. É o que ensina a técnica de respiração Sudarshan Kriva. "A maioria das pessoas usa em média 30% da capacidade pulmonar. Porém, a respiração é responsável por até 80% da eliminação das toxinas do nosso sistema. Esse mau uso acontece porque muitas não observam o modo como respiram", afirmou Cristina Armelin, membro do Conselho Nacional da Fundação Internacional Arte de Viver.

Cristina, que é professora da técnica, ressalta que as pessoas precisam observar como é sua respiração. "Se é longa e profunda ou rápida e ofegante. Para isso é preciso conhecer o seu corpo. Ao ter esse conhecimento, é só reservar um tempo e escolher um lugar calmo, sentar em uma posição confortável, respirar profundamente com os olhos fechados que já vai notar uma diferença", disse.

No Brasil desde 1988, Sudarshan Kriva está presente em mais de 150 países e foi desenvolvida pelo indiano Sri Sri Ravi Shankar, fundador da ONG Arte de Viver em 1982. Os exercícios realizados durante o curso combinam técnica de respiração, meditação e conhecimentos práticos de como lidar com a mente e com as emoções. "Os alunos aprendem rápido e estão aptos para fazer em casa."

Quem pratica percebe a melhora. "Hoje sou muito mais calma, menos ansiosa, até a alteração do meu humor melhorou. Pratico todos os dias", disse a jornalista Camila Hungria, 24 anos. O autônomo Leonardo da Silva, 56 anos, sentiu melhora na qualidade do sono. "Antes não conseguia dormir, hoje não encontro dificuldades", explica Silva, que uma vez por semana faz a meditação em grupo.

Confira passo a passo de uma das técnicas respiratórias ensinadas por Cristina para fazer em casa e tente eliminar o estresse do dia a dia:
 
Respiração das narinas alternadas

- Sentar numa posição confortável, com as costas retas, as pernas retas ou cruzadas e olhos fechados;

- Fazer inspirações e expirações longas e profundas pelo nariz para relaxar;

- Depois apoie a mão esquerda com as palmas da mão viradas para cima sobre a coxa esquerda. Leve a mão direita em direção à testa, posicionando os dedos indicador e médio entre as sobrancelhas acima do nariz;

- Com o dedo polegar da mão direita tampe a narina direita e expire soltando todo o ar pela narina esquerda;

- Inspire pela narina esquerda e a feche com o dedo anelar e mínimo, expirando e soltando todo o ar pela narina direita;

- Inspire pela narina direita, fechando-a com o polegar e expire pela esquerda. Inspire pela esquerda e continue assim sucessivamente; - Fazer essa respiração por aproximadamente cinco minutos;

- Esse tipo de respiração é bom para relaxar e equilibrar todo o nosso corpo e é também indicada para se fazer antes de iniciar uma meditação. Pode ser feita uma vez de manhã e outra à noite.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dieta pode atuar como remédio na redução de colesterol



Fazer mudanças na dieta pode ser tão eficaz para controlar problemas de colesterol quanto usar estatina, droga mais receitada para o tratamento da doença. Segundo especialistas, cortar do cardápio alimentos gordurosos e incluir vegetais pode diminuir em até 20% os índices.

De acordo com a Associação Brasileira de Nutrologia, para conseguir o resultado é preciso diminuir o consumo de gordura de origem animal, comer mais fibras e alimentos com fitoesterois (compostos presentes em óleos vegetais e adicionados a margarinas).

"Se a pessoa tiver uma dieta desregrada e mudar os hábitos alimentares, os resultados são ainda mais rápidos", explica o presidente da Associação, Durval Ribas Filho.

Há, porém, um limite para os efeitos da mudança alimentar: de acordo com especialistas, em torno de 30% das alterações no colesterol são causadas pela dieta. Além disso, a genética também é um fator determinante. A dieta também não elimina a avaliação médica. "A mesma dieta não funciona para todos", diz Ribas Filho.

Roer unhas é sinal de compulsão: saiba mais sobre essa mania



Quem nunca se deparou roendo as unhas em momentos de estresse, nervosismo e ansiedade? O que muitos não sabem é que o hábito pode ser compulsivo e que causa danos sim. Trata-se da chamada onicofagia, que atinge homens e mulheres de todas as idades. "Não há idade específica, mas observo muitos casos com adolescentes. Há crianças que começam a roer por ver os pais fazendo", afirmou a médica Meire Parada, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo ela, essa compulsão pode trazer consequências, como traumatizar a base da unha. "Ao levar a unha à boca, você acaba tendo o contato com o dente, que causa danos e acaba deformando a unha. Além disso, pode machucar a cutícula e causar infecções, já que a boca contém bactérias", disse a dermatologista.

"Nem sempre esses medicamentos são suficientes. É preciso ser feito um trabalho junto ao psicólogo para que se entenda qual é o motivo que leva a pessoa a manter o hábito", afirmou a médica, ao acrescentar que, para parar, a pessoa precisa ter consciência disso e querer mudar seus hábitos.
 
Sinal

Para a psicóloga clínica Marina Genova, roer unhas não é considerado um distúrbio, mas um sintoma de que algo não está bem. "Não há causas isoladas que gerem a onicofagia. O problema pode ocorrer como sinalizador de algum desconforto relacionado à ansiedade do paciente, como pensamentos, sofrimentos, angústia", disse. Em alguns casos, pode ser indicado até o uso de medicação antidepressiva por um médico especializado.
 
Produtos

Para evitar que a pessoa leve a unha à boca e tentar frear a compulsividade, há produtos manipulados a partir de receitas prescritas por médicos. Existem também opções já prontas no mercado. Os produtos são amargos para tentar causar repulsa à pessoa que tem o hábito de roer. Entre as opções à venda, está a Solução Para Unhas Roídas, da Avon, que custa R$7. Pode ser usado sozinho ou sobre a unha pintada, já que é incolor e não altera a aparência do esmalte. Mas não pode ser usado em crianças menores de 12 anos. Outra alternativa é o Impala Care - inibidor do hábito de roer unhas (R$ 6,80), que deve ser aplicado na camada mais superficial da unha.