quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Agressividade na infância pode estar ligada a um parto difícil



Bebês que vieram ao mundo em um parto difícil, com o uso de fórceps, são mais propensos a desenvolver problemas como a agressividade durante a infância se comparados com aqueles que nasceram de cesariana, informou um estudo feito na China.

Os pesquisadores acreditam que os problemas comportamentais podem estar ligados ao alto nível de cortisol, um hormônio que o corpo produz durante um nascimento estressante e difícil.

"A associação entre o modo de nascimento e uma psicopatologia na infância está provavelmente relacionada ao efeito do cortisol", escreveram os pesquisadores em um artigo publicado nesta quarta-feira no BJOG: Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia.

Estudos anteriores concluíram que níveis de cortisol no sangue do cordão umbilical são menores em bebês que nascem de cesariana opcional, seguido pelo parto normal espontâneo. Altos níveis de cortisol são encontrados em partos normais com a ajuda de fórceps ou por vácuo extrator.

"Os níveis de cortisol foram relacionados à psicopatologia infantil. Entretanto, mais estudos são necessários para olhar com mais detalhes para isso" escreveram os cientistas, liderados pelo professor Jianmeng Liu, vice-diretor do Instituto de Saúde Reprodutora e da Criança do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Pequim.

O estudo envolveu 4.190 crianças que nasceram nas províncias de Zhejiang e Jiangsu, no sul da China. Elas foram avaliadas entre as idade de 4 a 6 anos por problemas como timidez, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e comportamento delinquente e agressivo.

Tais problemas foram menores em crianças que nasceram por cesariana e maiores naquelas cujas mães deram à luz com a ajuda de instrumentos como fórceps ou vácuo extrator.

Fertilização in vitro pode elevar risco de paralisia cerebral, sugere pesquisa



Problemas de fertilidade dos pais não explicam por que os bebês nascidos após tratamento de fertilização in vitro enfrentam maior risco de paralisia cerebral, informaram cientistas dinamarqueses. A informação foi publicada no site da "BBC News" nesta quarta-feira.

A Universidade de Aarhus descobriu que bebês de casais que se esforçaram para conceber naturalmente tiveram riscos semelhantes em comparação àqueles que engravidaram rapidamente.
Mas eles descobriram que o risco dobrou em bebês nascidos após fertilização in vitro.

Outras causas potenciais, como o próprio tratamento, devem ser investigadas, afirmaram os cientistas.
Especialistas britânicos disseram que, apesar do baixo risco, a questão precisa ser levado a sério.

A segurança da fertilização in vitro e de outros tratamentos de fertilidade similares foi examinada de perto desde o primeiro bebê de proveta na década de 1970.

Conforme aumenta o número de bebês por fertilização in vitro, as atenções iniciais sobre problemas de desenvolvimento desaparecem, mas ainda há preocupações sobre a maior taxa de paralisia cerebral.
Existem explicações possíveis, incluindo o risco elevado de complicações em gestações múltiplas, que recentemente são muito mais frequentes.

Médicos ainda suspeitam que as razões que causam a infertilidade podem estar relacionadas, mas as últimas pesquisas lançam dúvidas sobre isso.
 
Problema

A equipe analisou um banco de dados nacional de informação médica de milhares de gravidezes e partos, segundo a revista científica "Human Reproduction".

Eles compararam as taxas da condição em bebês pelo tempo que as mães levaram para engravidar a partir da primeira tentativa.

Esse tempo é usado como uma forma de avaliar a fertilidade --mais de um ano para conceber pode indicar algum tipo de problema, ainda que não grave o suficiente para evitar a gravidez completamente.

Quando as mães que conceberam rapidamente foram comparadas àquelas que levaram mais de um ano, não houve diferença significativa na taxa de paralisia cerebral.

No entanto, um grupo de bebês nascidos após a fertilização in vitro ou outro procedimento --no qual o esperma é injetado diretamente no óvulo-- tinha aproximadamente o dobro do risco de desenvolver paralisia cerebral em comparação aos concebidos rapidamente.

O risco global não era elevado --aproximadamente uma em cada 176 bebês nascidos-- embora isso represente um número significativo se comparado aos 12.000 bebês nascidos após técnicas de fertilização in vitro a cada ano no Reino Unido.

Guardar vitaminas no banheiro ou área úmida pode reduzir sua eficácia



A farmacinha de remédios do banheiro parece ser o lugar ideal para guardar vitaminas e suplementos. Porém, uma pesquisa sugere algo diferente.

Em estudos, cientistas descobriram que o ambiente quente e úmido encontrado na maioria dos banheiros tende a deteriorar vitaminas e outros suplementos ao longo do tempo. Os pesquisadores descobriram que esse processo, conhecido como deliquescência, pode reduzir o poder da vitamina B, vitamina C e outros suplementos solúveis em água tonando-os até inúteis. Tampas herméticas não necessariamente resolvem o problema, já que a abertura e o fechamento delas permitem que a umidade entre.

Num estudo publicado este ano por cientistas alimentares da Purdue University, pesquisadores mediram a estabilidade de diferentes suplementos de vitamina C em diversas temperaturas e níveis de umidade. Os suplementos apresentaram sinais de deterioração acima de umidade de 80%, um nível de umidade no banheiro capaz de ser produzido pelo vapor de um banho quente.

Outros estudos encontraram efeitos similares com a tiamina, vitamina B6 e outros produtos nutricionais solúveis em água expostos a ambientes úmidos.

Os níveis de umidade podem ser altos também na cozinha. Para uma melhor conservação, tente manter produtos vulneráveis como polivitamínicos, vitaminas para crianças ou produtos em pó numa área seca e fresca com pouca umidade, como o quarto. Se suas vitaminas amoleceram ou apresentam pontos escuros, isso quer dizer que elas já começaram a se deteriorar e provavelmente devem ser descartadas.

Portanto, guardar vitaminas na farmacinha do banheiro ou outra área úmida pode reduzir sua eficácia.

Cães ajudam no desenvolvimento de crianças autistas, diz estudo

 

O cão não é apenas o melhor amigo do homem. Estudo revela que o animal treinado pode ajudar crianças que possuem transtornos de desenvolvimento.

Pesquisadores da Univesidade de Montreal, no Canadá, descobriram que eles podem reduzir significativamente os níveis de ansiedade em crianças autistas.

"Nossos resultados mostraram que os cães tinham um claro impacto sobre os níveis do hormônio do estresse das crianças", disse Sonia Lupien, a autora do estudo Sonia Lupien.

Para detectar os níveis de estresse, Sonia e sua equipe mediram a quantidade de cortisol presente na saliva de 42 crianças autistas. O cortisol é um hormônio produzido pelo corpo em resposta ao estresse e é detectado na saliva.

"Nós observamos o nível de estresse das crianças em três condições: antes e durante o convivívio com o cão e depois quando ele foi embora", afirmou. Durante todo o experimento, os pais preencheram um questionário indicando o comportamentos dos filhos durante as três etapas. Em média, os pais apontaram 33 comportamentos problemáticos antes de receber o cão e 25 com a presença do animal.

De acordo com a publicação Daily Mail, o estudo publicado na revista Psychoneuroendocrinology também descobriu que os cães podem ajudar nas suas habilidades sociais. A crianças autistas encontram dificulades para entender emoções e sentimentos das outras pessoas.

Os pesquisadores entendem que seria uma solução relativamente simples para ajudar as crianças e suas famílias a lidarem com essas dificuldades.

Use a respiração para combater estresse e ansiedade



Eliminar toxinas, combater estresse e ansiedade. Pode parecer difícil, mas é possível acabar com isso por meio da respiração. É o que ensina a técnica de respiração Sudarshan Kriva. "A maioria das pessoas usa em média 30% da capacidade pulmonar. Porém, a respiração é responsável por até 80% da eliminação das toxinas do nosso sistema. Esse mau uso acontece porque muitas não observam o modo como respiram", afirmou Cristina Armelin, membro do Conselho Nacional da Fundação Internacional Arte de Viver.

Cristina, que é professora da técnica, ressalta que as pessoas precisam observar como é sua respiração. "Se é longa e profunda ou rápida e ofegante. Para isso é preciso conhecer o seu corpo. Ao ter esse conhecimento, é só reservar um tempo e escolher um lugar calmo, sentar em uma posição confortável, respirar profundamente com os olhos fechados que já vai notar uma diferença", disse.

No Brasil desde 1988, Sudarshan Kriva está presente em mais de 150 países e foi desenvolvida pelo indiano Sri Sri Ravi Shankar, fundador da ONG Arte de Viver em 1982. Os exercícios realizados durante o curso combinam técnica de respiração, meditação e conhecimentos práticos de como lidar com a mente e com as emoções. "Os alunos aprendem rápido e estão aptos para fazer em casa."

Quem pratica percebe a melhora. "Hoje sou muito mais calma, menos ansiosa, até a alteração do meu humor melhorou. Pratico todos os dias", disse a jornalista Camila Hungria, 24 anos. O autônomo Leonardo da Silva, 56 anos, sentiu melhora na qualidade do sono. "Antes não conseguia dormir, hoje não encontro dificuldades", explica Silva, que uma vez por semana faz a meditação em grupo.

Confira passo a passo de uma das técnicas respiratórias ensinadas por Cristina para fazer em casa e tente eliminar o estresse do dia a dia:
 
Respiração das narinas alternadas

- Sentar numa posição confortável, com as costas retas, as pernas retas ou cruzadas e olhos fechados;

- Fazer inspirações e expirações longas e profundas pelo nariz para relaxar;

- Depois apoie a mão esquerda com as palmas da mão viradas para cima sobre a coxa esquerda. Leve a mão direita em direção à testa, posicionando os dedos indicador e médio entre as sobrancelhas acima do nariz;

- Com o dedo polegar da mão direita tampe a narina direita e expire soltando todo o ar pela narina esquerda;

- Inspire pela narina esquerda e a feche com o dedo anelar e mínimo, expirando e soltando todo o ar pela narina direita;

- Inspire pela narina direita, fechando-a com o polegar e expire pela esquerda. Inspire pela esquerda e continue assim sucessivamente; - Fazer essa respiração por aproximadamente cinco minutos;

- Esse tipo de respiração é bom para relaxar e equilibrar todo o nosso corpo e é também indicada para se fazer antes de iniciar uma meditação. Pode ser feita uma vez de manhã e outra à noite.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dieta pode atuar como remédio na redução de colesterol



Fazer mudanças na dieta pode ser tão eficaz para controlar problemas de colesterol quanto usar estatina, droga mais receitada para o tratamento da doença. Segundo especialistas, cortar do cardápio alimentos gordurosos e incluir vegetais pode diminuir em até 20% os índices.

De acordo com a Associação Brasileira de Nutrologia, para conseguir o resultado é preciso diminuir o consumo de gordura de origem animal, comer mais fibras e alimentos com fitoesterois (compostos presentes em óleos vegetais e adicionados a margarinas).

"Se a pessoa tiver uma dieta desregrada e mudar os hábitos alimentares, os resultados são ainda mais rápidos", explica o presidente da Associação, Durval Ribas Filho.

Há, porém, um limite para os efeitos da mudança alimentar: de acordo com especialistas, em torno de 30% das alterações no colesterol são causadas pela dieta. Além disso, a genética também é um fator determinante. A dieta também não elimina a avaliação médica. "A mesma dieta não funciona para todos", diz Ribas Filho.

Roer unhas é sinal de compulsão: saiba mais sobre essa mania



Quem nunca se deparou roendo as unhas em momentos de estresse, nervosismo e ansiedade? O que muitos não sabem é que o hábito pode ser compulsivo e que causa danos sim. Trata-se da chamada onicofagia, que atinge homens e mulheres de todas as idades. "Não há idade específica, mas observo muitos casos com adolescentes. Há crianças que começam a roer por ver os pais fazendo", afirmou a médica Meire Parada, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo ela, essa compulsão pode trazer consequências, como traumatizar a base da unha. "Ao levar a unha à boca, você acaba tendo o contato com o dente, que causa danos e acaba deformando a unha. Além disso, pode machucar a cutícula e causar infecções, já que a boca contém bactérias", disse a dermatologista.

"Nem sempre esses medicamentos são suficientes. É preciso ser feito um trabalho junto ao psicólogo para que se entenda qual é o motivo que leva a pessoa a manter o hábito", afirmou a médica, ao acrescentar que, para parar, a pessoa precisa ter consciência disso e querer mudar seus hábitos.
 
Sinal

Para a psicóloga clínica Marina Genova, roer unhas não é considerado um distúrbio, mas um sintoma de que algo não está bem. "Não há causas isoladas que gerem a onicofagia. O problema pode ocorrer como sinalizador de algum desconforto relacionado à ansiedade do paciente, como pensamentos, sofrimentos, angústia", disse. Em alguns casos, pode ser indicado até o uso de medicação antidepressiva por um médico especializado.
 
Produtos

Para evitar que a pessoa leve a unha à boca e tentar frear a compulsividade, há produtos manipulados a partir de receitas prescritas por médicos. Existem também opções já prontas no mercado. Os produtos são amargos para tentar causar repulsa à pessoa que tem o hábito de roer. Entre as opções à venda, está a Solução Para Unhas Roídas, da Avon, que custa R$7. Pode ser usado sozinho ou sobre a unha pintada, já que é incolor e não altera a aparência do esmalte. Mas não pode ser usado em crianças menores de 12 anos. Outra alternativa é o Impala Care - inibidor do hábito de roer unhas (R$ 6,80), que deve ser aplicado na camada mais superficial da unha.

Crianças obesas apresentam doença cardiovascular típica de adultos



Estudo mostra que crianças obesas apresentam rigidez nos vasos sanguíneos, problema típico de adultos de meia-idade. A pesquisa, apresentado por Kevin Harris durante o Congresso Cardiovascular Canadense 2010, avaliou 63 crianças com sobrepeso, em média com 13 anos. Os resultados foram comparados aos de outras 55 com peso normal.

A pressão arterial foi medida e houve uma avaliação dos lipídios e índice de massa corporal. Além disso, os voluntários passaram por vários exames para determinar a velocidade da onda de pulso da aorta. Harris, membro do BC Children's Hospital, do Canadá, disse que os resultados demonstram um processo de envelhecimento acelerado nas aortas.

O aumento da rigidez da aorta é geralmente associado ao envelhecimento e aponta uma tendência a problemas cardíacos, que podem levar até a morte em adultos. "Ficamos surpresos ao descobrir que essas crianças obesas já têm vasos sanguíneos rígidos", afirmou o especialista, segundo reportagem do jornal inglês Daily Mail.

A aorta é a maior artéria do corpo humano. Ela carrega e distribui o sangue rico em oxigênio para todas as outras artérias, e normalmente atua como um tampão para a ação de bombeamento do coração. "Rigidez aórtica é um indicador precoce de doença cardiovascular em crianças obesas", disse o médico.

Segundo ele, a aorta normal tem qualidades elásticas que protegem o fluxo de sangue. "Quando essa elasticidade se perde, o resultado é a rigidez aórtica, um sinal de desenvolvimento de doença cardiovascular". Harris fez ainda um alerta: "Temos de repensar os padrões de estilo de vida aceitos na sociedade para proteger a saúde futura dos nossos filhos", disse, lembrando que uma dieta inadequada e o sedentarismo ameçam a saúde e o bem-estar da nova geração.

Ingerir massas à noite faz bem, diz especialista



Quem quer dormir bem e acordar revigorado não deve eliminar carboidratos da dieta após o anoitecer. Isto é o que ensina o especialista em distúrbios do sono, Fausto Ito. Segundo o profissional, alimentos ricos em carboidratos contribuem para a produção de dois tipos de hormônios: serotonina, que diminui a ansiedade e combate a insônia; e melatonina, que induz o sono.

"É mito achar que se comer à noite vai engordar. Cada grama de carboidrato sempre vai fornecer quatro calorias, não importa a hora que for ingerida. Para não engordar, é preciso controlar o excesso. Mas isso deve ser feito a qualquer hora do dia", explica.
 
Evite exageros

Evitar exageros também contribui para o sono perfeito. Segundo Ito, à noite o metabolismo do organismo é mais lento, o ritmo dos batimentos cardíacos diminui. O mesmo acontece com o ritmo da respiração e o processo digestivo. Isso significa que, se a pessoa comer em excesso, pode ter um grande desconforto abdominal - capaz de tirar o sono e até provocar pesadelos.

Praticar esporte melhora aprendizado, diz pesquisa.



Estudo comparou o desempenho de jovens que faziam esportes e sedentários.
Resultado mostrou vínculo entre exercícios físicos e atividade cerebral.

Milhares de estudantes enfrentam o vestibular e esperam ansiosos pelo resultado. Segundo o estudo, esse drama é menor entre os jovens que praticam esporte. Como muitos jovens brasileiros, o estudante Guilherme Correia, de 19 anos, começou em 2010 debruçado em livros. São em média sete horas de estudos todos os dias. Tamanho esforço é para passar no Vestibular de Engenharia Mecânica. “O curso é bem concorrido, tem que estudar muito”, conta Guilherme.
 
Esse processo de preparação conta com um aliado: o esporte. Foi durante as aulas de karatê e as corridas diárias que Guilherme percebeu que sua cabeça funcionava melhor. “Quando eu fazia atividade física eu fazia um monte de exercício, tinha garra de estudar. Quando eu parava meu desempenho era menor. Eu me distraía”, observou o estudante.
 
O que Guilherme imagina ser uma sensação acaba de ser comprovada pela ciência. É o que mostra um estudo da universidade de Gotemburgo, na Suécia. Um milhão e 200 mil jovens foram avaliados em testes esportivos e também em provas de QI.
 
Os resultados foram reveladores. A pesquisa mostrou que existe um vínculo bem claro entre exercício físico e atividade cerebral. Os jovens que praticam esporte apresentaram desempenho muito melhor de raciocínio, aprendizado e memória em relação ao grupo dos sedentários. “Quando você faz atividade física, você tem aumento de fluxo sanguíneo para uma área do cérebro chamada hipocampo, que está relacionada com a memória e com o aprendizado”, explicou Ricardo Arida, do Departamento de Fisiologia da Unifesp.
 
 Ainda não é possível dizer qual esporte tem mais impacto na performance da mente. Mas, para os pesquisadores, o estudo deixa um recado bem claro.
 
“Toda a atividade física traz esse benefício como um todo. É mais um motivo para as pessoas se exercitarem de forma rotineira”, destacou o neurologista da Unicamp Fernando Cendes.

Papel da hidratação durante o exercício físico



A quantidade de água eliminada pelo suor durante o exercício físico depende da intensidade e duração do mesmo, assim como da temperatura e umidade ambientais. A melhor maneira de se previnir contra a desidratação é beber água, isso todos já estão carecas de saber, porém poucos colocam em prática.

A ingestão "extra" de água antes do exercício em ambientes quentes oferece uma certa proteção contra a desidratação aumentando o suor para resfriar seu corpo e prevenindo contra uma elevação exagerada na temperatura corporal interna durante o exercício. Uma desidratação severa pode levar a pessoa ao coma e até mesmo à morte!!!

A quantidade ideal de água a ser ingerida depende de cada pessoa, porém indica-se em torno de 400 a 600 ml de água, 20 minutos antes do início do exercício físico. Deve-se ainda beber cerca de 250 ml a cada 10 ou 15 minutos, pois quantidades maiores podem dar a sensação de "barriga cheia". Mas fique atento(a): não espere ficar com sede para beber água, pois a sede é um sinal de que seu corpo já está com falta de água.

Algumas pessoas se iludem com o peso perdido após suar bastante durante um exercício. É pura ilusão, pois só se perdeu líquido e não gordura. A gordura será "perdida" independente da quanto você suou no exercício, e o peso "perdido" com o suor será rapidamente reposto quando você ingerir água, que não tem calorias e portanto não vai armazenar gordura no seu corpo!

Obesidade X Emprego



Os problemas causados pelo excesso de gordura corporal parecem ir além daqueles tão conhecidos, como problemas cardíacos, diabetes, hipertensão arterial, derrame, depressão e vários outros.

Uma pesquisa realizada com aproximadamente 30 mil executivos e empresários revela que 65% deles têm alguma restrição para contratar pessoas obesas. Os principais motivos para esse fato são:
 
1- As empresas gostam de passar uma imagem de que se preocupam com a saúde dos seus funcionários, e como sabem que a obesidade é uma doença elas deixam de contratar pessoas com esse perfil;
 
2- Os obesos têm mais dificuldade em acompanhar os magros quando as tarefas exigem agilidade e habilidade;
 
3- E o principal para as empresas é que os obesos apresentam maiores chances de ficarem doentes e por isso faltam mais o serviço para irem ao médico e faltam mais ao serviço.

Então vale a dica: Isso vale para todos e não apenas para quem já está obeso. Não devemos nos preocupar somente quando já estivermos com o problema, a prevenção continua sendo o melhor remédio. Portanto, se você não é obeso esforce-se para continuar assim, cuidando da sua alimentação e fazendo exercícios físicos na maioria dos dias da semana! Se você já está obeso e quer mudar, vá atrás do seu objetivo, procure ajuda profissional de Nutricionista e professor de Educação Física qualificados. Veja bem, você ESTÁ obeso, você não precisa SER obeso por toda a sua vida...

Sedentarismo prolongado eleva risco de problemas de saúde



 Hábitos ativos devem ser incorporados na rotina, dizem especialistas; efeitos do ócio em excesso não são revertidos com exercícios.

Passar boa parte do dia inativo aumenta o risco de morte e de problemas de saúde, ainda que o indivíduo pratique algum tipo de atividade física formal. O alerta vem de dois artigos publicados neste mês.

O primeiro deles, assinado por médicos do Instituto Karolinska (Suécia) e divulgado no "British Journal of Sports Medicine", sugere que ficar sentado por períodos prolongados é "verdadeiramente danoso ao organismo", independentemente da prática sistematizada de exercícios -na academia, por exemplo.

Eles afirmam que estudos recentes estabelecem que ficar sentado por longos períodos e a falta de atividade muscular são fatores de risco independentes para doenças.

"É cada vez mais fundamentado pelos estudos que é preciso incorporar mais atividade física no dia a dia. O conforto da vida moderna é o grande vilão, porque trocamos muitas das atividades que poderíamos fazer pelo apertar de um botão", afirma a fisioterapeuta Gerseli Angeli, diretora-científica do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) da Universidade Federal de São Paulo.

É o que também mostra a pesquisa australiana publicada no periódico "Circulation", que analisou risco de mortalidade e tempo inativo. Após avaliarem 8.800 pessoas com mais de 25 anos durante seis anos, os pesquisadores constataram que cada hora passada em frente à TV aumenta em 11% o risco de morte por qualquer causa e em 18% o risco de morte por problemas cardiovasculares, mesmo após excluírem fatores de risco já conhecidos, como colesterol, tabagismo, gordura abdominal e prática moderada de exercícios.

No artigo, afirmam que "ainda que a ênfase para a prática de exercícios moderados ou intensos deva permanecer, os achados do estudo sugerem que reduzir o tempo em frente à TV ou de comportamento sedentário também ajuda a prevenir problemas cardiovasculares e morte prematura".

Os pesquisadores afirmam que é necessária uma investigação mais profunda para estabelecer os mecanismos que relacionam longos períodos de inatividade a uma saúde mais pobre. Uma das hipóteses é a ação de uma enzima que tem papel fundamental na regulação dos níveis de gordura no sangue -e que ficaria alterada nos longos períodos sedentários, podendo levar a mudanças metabólicas, como colesterol alto.

Por causa dessas respostas fisiológicas, dizem os cientistas, as mudanças no organismo após o excesso de ócio não são anuladas com o aumento de exercício físico. Por isso, é aconselhável não passar longos períodos inativo.

Gasto calórico
Segundo o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o gasto energético semanal acima de 2.000 calorias em atividades também é associado, em trabalhos científicos, a uma menor mortalidade geral.

"Isso equivale a 32 km percorridos a pé. Na academia, há uma chance razoável de chegar a isso, mas incorporar hábitos ativos no dia a dia eleva a probabilidade de alcançar a meta."

Um outro trabalho, diz Lazzoli, já mostrou que subir mais de 55 lances de escada por semana reduz a mortalidade em 23%. "Alguns cânceres têm ligação com gasto energético, como o de mama", acrescenta.

Por esse motivo, é indicado tornar a rotina mais ativa, preferindo a escada ao elevador e fazendo caminhadas curtas.

 Fonte: Folha Online

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Deixe o seu fígado livre da gordura



Para o organismo humano, o fígado é muito importante porque, além de ser o maior órgão do corpo humano, cumpre um papel vital, desempenhando variadas e complexas funções, essenciais à manutenção da vida. Seu fígado trabalha para você como uma usina de energia química. Embora existam muitas coisas que ainda não entendemos referentes ao órgão, nós já sabemos que é impossível viver sem ele e que a saúde do fígado é um fator fundamental na qualidade de nossa vida.

Algumas funções relevantes do fígado

- Converter os alimentos que ingerimos em energia armazenada e elementos químicos necessários à vida e ao crescimento;

- Agir como um filtro para remover álcool e substâncias tóxicas da corrente sanguínea e converte-los em substâncias que possam ser excretadas do corpo;

- Processar drogas e medicamentos absorvidos pelo sistema digestivo, permitindo ao corpo usá-los de forma efetiva e, posteriormente, a eliminação dos mesmos.

- Elaborar e exportar, aos respectivos órgãos, elementos químicos essenciais utilizados pelo corpo. Um destes elementos é a bile, substância amarelo-esverdeada, essencial para a digestão de gorduras no intestino delgado.

Pode uma nutrição deficiente causar doença hepática?

Existem diversos tipos de doença hepática, mas as causas de maioria delas são ainda desconhecidas. A falta de nutrição não é geralmente uma causa, com exceção de doença do fígado por alcoolismo e doença hepática encontrada entre populações desnutridas. É muito mais provável que a desnutrição seja o resultado de uma doença hepática crônica, e não sua causadora.

Por outro lado, uma boa nutrição (dieta balanceada com calorias, proteínas, gorduras e carboidratos adequados) pode realmente auxiliar um fígado danificado a regenerar novas células hepáticas. De fato, em algumas doenças do fígado, a nutrição se torna uma forma fundamental de tratamento. Os pacientes são enfaticamente aconselhados a não tomar terapias com megavitaminas ou usar produtos nutricionais comprados em lojas especializadas ou por catálogo, sem antes consultar um nutricionista. Cerca de 20% dos brasileiros sofrem com esse distúrbio.

Aprenda sete estratégias à mesa que ajudam o órgão a emagrecer:


- Maneire no carboidrato: não significa que pães e massas devam ser abolidos do dia-a-dia. Mas é preciso consumi-los com moderação;

- Cuidado com algumas gorduras: principalmente carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados levam para dentro do organismo um batalhão de gorduras saturadas e trans;

- Invista nas fibras: a aveia, o farelo de trigo, as massas integrais, as frutas e as verduras são exemplos de fontes dessas substâncias que se revelam grandes aliadas de um fígado em forma;

- Aposte nas gorduras do bem: estamos falando dos ácidos graxos monoinsaturados e dos parceiros polinsaturados;

- Conte com eles, os antioxidantes: ícones de qualquer alimentação balanceada, os vegetais são os principais reservatórios das substâncias que enfrentam os radicais livres, moléculas que podem prejudicar o corpo e o fígado;

- Atenção ao álcool: eis um assunto que merece bastante destaque. O álcool pode diminuir a atividade do metabolismo e a secreção de gordura, levanto a condição de fígado gorduroso;

- Vigiar a dieta: desnutrição e dieta pobre em proteínas podem resultar no acúmulo de gordura no fígado;

- Perca peso, mas vá devagar: é necessário manter o rigor – aliando a dieta à prática de exercícios físicos – para emagrecer, mas é loucura tentar mandar para o espaço quilos e quilos num curto espaço de tempo.

Hábito alimentar adequado ajuda a reduzir crises de asma



Estudo realizado por pesquisadores portugueses analisou a relação entre uma alimentação saudável, com base nos hábitos dos nossos antepassados, e as crises de asma, uma doença respiratória que tem crescido nos últimos anos. Os resultados foram impressionantes: adesão à alimentação tradicional mediterrânica mostrou uma redução de 78% do risco de ter asma não controlada. O trabalho venceu o prémio de nutrição clínica dos “Nutrition Awards” pelos resultados práticos que pode vir a ter.

Um pouco por todo o mundo, investigadores de vários países tentam perceber a relação que existe entre a obesidade, um problema grave que já foi considerado pelo Organização Mundial de Saúde como uma das mais graves epidemias do século, e o risco de complicações asmáticas. Mas, até agora, ainda ninguém tinha avaliado uma possível relação entre a alimentação tradicional mediterrânica e a redução das crises de asma.

O estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, realizado em colaboração com o Serviço de Imunoalergologia do Hospital de S. João, no Porto, veio agora dar uma luz sobre o assunto. "Uma maior adesão à alimentação mediterrânica estava associada a uma redução de 78% do risco deter asma não controlada", pode ler-se no resumo do estudo, publicado em várias revistas internacionais. "Os resultados encontrados apoiam a relevância da intervenção nutricional também na asma, como abordagem complementar ao tratamento farmacológico", acrescenta ainda o documento.

"Conseguiram ver que os doentes que aumentaram o consumo de fruta e de legumes tiveram resultados mais satisfatórios. O que é preciso é tentar explicar o porquê desta correlação. A asma é uma doença inflamatória. Uma das hipóteses que a equipa levanta é o fato de esta ser uma alimentação muito rica em hortaliças e frutas, que são alimentos muito ricos em antioxidantes que têm um papel muito importante no combate à inflamação", explica ao DN Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.

"Quanto mais coloridas são as frutas e as hortaliças, maior é o poder antioxidante que têm porque esse poder está no pigmento. No vermelho do tomate, no laranja das cenouras, no roxo das amoras e das beringelas ou no verde dos brócolos. São tudo pigmentos muito fortes. É por isso que dizemos que as pessoas devem ter muita cor no prato", acrescenta a nutricionista. Alexandra Bento destaca a importância prática que esta correlação pode vir a ter no futuro.

Armas fundamentais para os médicos, tendo em conta que a asma afeta cerca de 150 milhões de pessoas, de todas as idades, no mundo. Em Portugal calcula-se que haja cerca de 600 mil pessoas afetadas: cerca de 11% das crianças e 5% dos adultos. Quanto à obesidade, mais de metade dos portugueses têm excesso de peso ou sofrem de obesidade.

Como tratar e prevenir a sinusite



Doença que está entre as mais comuns no Brasil e em muitos países, a sinusite é uma infecção da mucosa dos seios da face, que causa uma inflamação. Há dois tipos de sinusite: a aguda, que dura três semanas ou menos, e a crônica, que em geral dura de três a oito semanas, podendo se estender por um período mais longo. Milhões de pessoas são afetadas pela sinusite em todo o mundo anualmente. Os dois tipos de sinusite são muito desconfortáveis e os sintomas variam de dor intensa a mal-estar generalizado.

Na sinusite, os tecidos incham e as células produzem um muco espesso, que impede a drenagem adequada por meio das pequenas cavidades e orifícios dos seios da face. Isso resulta em uma forte pressão, que causa dor no seio da face afetado, congestão, tosse constante, fadiga, sensibilidade do osso malar e dor ao redor das áreas dos seios faciais. A dor de cabeça proveniente da infecção no seio facial tende a ser fraca pela manhã e a piorar durante o dia. Muitas vezes vem acompanhada de febre, secreção que escorre pelas narinas, congestão, irritação, fraqueza e fadiga generalizada.

O que causa

As sinusites aguda e crônica frequentemente se desenvolvem após a disseminação da infecção respiratória (resfriado ou gripe) superior para as cavidades do seio facial. O bloqueio das passagens da cavidade nasal causado por alergias, gripes ou resfriados comuns pode levar ao desenvolvimento de infecções bacterianas que podem originar uma sinusite aguda. Acredita-se que algumas formas de sinusite crônica resultam de uma resposta do sistema imunológico aos fungos naturais do nariz. Estudos constataram uma associação entre a asma e a sinusite.

Outras causas em potencial da sinusite são: alergias; bactérias que causam infecções na boca, na gengiva ou no dente; exposição a poluentes ambientais ou substâncias transportadas pelo ar, tais como fumaça de cigarro, neblina, fungos ou poeira; e pólipos no interior das cavidades nasais.

Como se trata

O tratamento é feito com analgésicos, medicamentos para melhorar a permeabilidade nasal e antibióticos específicos aos germes que forem encontrados na região. Trata-se com medicamentos antifúngicos as infecções fúngicas sinusais.

Como se previne

O cuidado com a saúde para se evitar as infecções virais e a manutenção da permeabilidade nasal durante essas viroses; o correto tratamento dos problemas alérgicos; a correção cirúrgica de eventuais desvios septais obstrutivos e, ou, cornetos nasais obstrutivos podem prevenir as sinusites.

Quem vive em regiões frias ou com grandes variações climáticas ao longo dos dias ou meses, deve tomar cuidados mais intensos pela propensão maior da doença.

Como os alimentos podem ajudar

A sinusite muitas vezes resulta de uma gripe ou resfriado; por isso é importante manter o sistema imunológico saudável para evitar essas infecções. Alimentos que contêm vitamina C (antioxidante) fortalecem a imunidade, estimulando a atividade de anticorpos e células do sistema imunológico. O zinco também é um importante defensor contra infecções e vírus e possui propriedades antiinflamatórias.

Um dos sinais da sinusite é a inflamação das cavidades nasais causada por alérgenos. Esses alérgenos desencadeiam uma resposta imunológica, que libera histamina e outras substâncias químicas que causam a congestão. A ação antiinflamatória de determinados flavonoides, como a luteolina e a quercetina, diminui a congestão ao reduzir a liberação de histamina no organismo.

É recomendável comer abacaxi, que contém a enzima bromelina. Estudos preliminares revelam que essa substância tem propriedades antiinflamatórias. Note que o abacaxi também é uma boa fonte de vitamina C, que alivia a inflamação.

Uma xícara de chá quente acalma e ajuda a reduzir a congestão nasal. O vapor ajuda a desobstruir temporariamente as cavidades nasais, e o chá contém teofilina, composto que facilita a respiração, relaxando os músculos da parede das vias respiratórias.

Comer alimentos condimentados, como raiz-forte, mostarda e gengibre, dá alívio temporário ao reduzir a congestão. O isotiocianato de alila, substância encontrada na raiz-forte e na mostarda, ajuda a fluidificar o muco. Beba muita água e líquidos para manter o muco fino.

A sardinha é a fonte mais popular de ômega-3



Consumir regularmente peixes ricos em ômega-3, entre eles a sardinha, pode diminuir em até 40% o risco de problemas cardiovasculares, pois os ácidos graxos presentes nesses animais aquáticos fazem bem ao coração. No pulmão, essas substâncias melhoram a transferência de oxigênio em pessoas com insuficiência respiratória ou em fumantes.

A suplementação de ômega-3 em fumantes pode auxiliar na prevenção da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. Os ácidos graxos também auxiliam na proteção das células fotossensíveis dos olhos, prevenindo contra a degeneração da mácula – a parte da retina que é responsável pela percepção dos detalhes. Por fim, a vitamina D, presente na sardinha, também auxilia na absorção intestinal do cálcio e do fósforo ingeridos pela alimentação, essenciais para a saúde dos ossos.

O ideal é consumir 150 gramas – o equivalente a um filé de peixe médio – pelo menos uma vez por semana. Opte sempre pelo alimento cozido, assado ou grelhado. No processo de fritura, há uma alteração na molécula de ômega-3, o que diminui suas propriedades antioxidantes. O excesso de óleo também faz com que o alimento se torne muito calórico.

Ervas e especiarias, como coentro, sálvia, tomilho, entre outras, aumentam a ação benéfica do peixe no organismo e ainda valorizam o sabor do prato. Uma boa pedida é acrescentar um fio de óleo de gergelim quando a sardinha já estiver pronta para o consumo. Ele potencializa a atividade do ômega-3.

Aliada do cérebro


Os ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA) aumentam a atividade cerebral, modulam a hiperatividade e a depressão e ainda melhoram o desempenho cognitivo. Isso tudo porque a gordura do bem, da qual a sardinha é uma das mais ricas fontes, serve para “encapar” os neurônios, protegendo-os e facilitando a comunicação entre eles. O cérebro humano é constituído de 65% de gordura, sendo a maior parte composta por DHA, substância fundamental para a constituição do córtex cerebral.

Selênio é um dos mais promissores minerais na nutrição



O selênio é um mineral promissor na promoção da saúde e no combate ao envelhecimento. Essencial ao corpo humano, é um micronutriente que protege as células e as organelas das membranas contra os danos oxidativos, além de facilitar a união entre oxigênio e hidrogênio na cadeia metabólica e participar da síntese das imunoglobulinas.

Alguns estudos indicam que a mortalidade por câncer, incluindo o de pulmão, de colorretal e de próstata, é mais baixo entre as pessoas com níveis ou entrada mais elevada do sangue de selênio.

O selênio é um oligoelemento encontrado naturalmente em alimentos como nozes, alimentos marinhos, carnes como rim, fígado e aves. A quantidade de selênio em cereais está condicionada ao solo onde foram colhidos. Estudos experimentais de laboratório, ensaios clínicos e epidemiológicos têm estabelecido o papel do selênio na prevenção de diversas doenças degenerativas, incluindo – além do câncer – doenças inflamatórias, cardiovasculares, neurológicas e envelhecimento e infecções. A maioria desses efeitos está relacionada com a função que o selênio exerce nos sistemas de enzimas antioxidantes.

Vale lembrar ainda que a concentração de selênio nos alimentos depende bastante da concentração do mineral presente na água e no solo onde os alimentos foram plantados ou de que os animais se alimentaram.

Baixos níveis de selênio em pessoas portadoras de HIV têm sido associado a uma maior mortalidade. Em idosos, a pequena quantidade de selênio no plasma também tem sido associada com a senilidade, o declínio cognitivo e o Alzheimer.

Deficiência de selênio: Mialgia, degeneração pancreática, sensibilidade muscular, maior suscetibilidade ao câncer.

Excesso de selênio: Fadiga muscular, colapso vascular periférico, congestão vascular interna, unhas fracas, queda de cabelo, dermatite, alteração do esmalte dos dentes, vômito.

Fontes: Grãos são boas fontes de selênio, dependendo da concentração de selênio no solo onde crescem e na água. Outras fontes são: frutos do mar, carne bovina e carnes de aves.

Os esportes no combate ao sedentarismo



O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças. Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.

Para algumas pessoas o ato de se inscrever em uma academia não traz prazer algum. Na verdade, ter que malhar torna-se uma obrigação e, como tal, completamente tediosa e sem graça. Claro que nem todo mundo é assim, mas para esse tipo de pessoa existe uma alternativa que ajuda a exercitar-se com um pouquinho mais de emoção: são os esportes.

O melhor de praticar um esporte específico é que a coisa se torna mais divertida, principalmente quando ele tem tudo a ver com você. O esporte é uma resposta contra o sedentarismo, tanto faz ser for praticado em grupo ou individualmente.

Como é mais divertido praticar seu esporte preferido, claro que você vai ficar com menos preguiça. Vale de tudo! Natação, futebol, artes marciais, vôlei etc. Basta apenas gostar da atividade que se vai fazer que o comprometimento vem rapidamente.

No entanto, existe uma desvantagem quando se prefere fazer um esporte. Como tudo é muito divertido, descompromissado, as pessoas acabam praticando menos do que o necessário. Jogar futebol uma vez por semana com os amigos não vai fazer ninguém emagrecer ou ganhar saúde. Os especialistas recomendam pelo menos 30 minutos por dia, três vezes por semana, para garantir mudanças.

Os esportes em grupo têm maior capacidade de conquistar adeptos e de mantê-los fiéis. O comprometimento com um grupo faz com que as pessoas não tenham vontade de faltar. Se o grupo for unido, com pessoas positivas e alegres, melhor ainda. O comprometimento se torna ainda maior e o exercício está garantido. Por isso, se você não tem paciência para a academia, tente um esporte que lhe agrade. Com certeza você vai ficar feliz com o resultado.

O importante é não ficar parado


Conheça mais exemplos simples de atividades físicas e a frequência com que elas precisam ser praticadas. Coloque em prática as dicas e sinta a diferença a cada dia.

1) De duas a três vezes por semana

- Atividades de lazer (como futebol, basquete ou boliche);
- Atividades de flexibilidade e força (musculação, ioga, alongamento, flexões).

2) De três a cinco vezes por semana

- Exercícios aeróbicos (caminhada rápida, ciclismo, natação, jogging);
- Exercícios de recreação (dança, caminhadas, trilhas).

Exercícios protegem neurônios cardíacos do envelhecimento



Uma pesquisa realizada no Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) em parceria com o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) constatou que praticar exercícios regularmente protege os neurônios do coração de seu processo natural de envelhecimento. Além disso, pesquisadores observaram que esses mesmos neurônios mudam de tamanho à medida que a idade aumenta.

O trabalho é de autoria de Eliane Florencio Gama, pós-doutoranda do Laboratório de Anatomia Funcional Aplicada à Clínica e à Cirurgia do Departamento de Anatomia do ICB. Orientada pelo biólogo Edson Aparecido Liberti, a fisioterapeuta trabalhou com ratos de três meses de idade durante dez meses, fazendo-os correr em esteiras cinco vezes por semana, por uma hora. “Geralmente esse tipo de pesquisa dura cerca de três meses, que é um tempo razoável para que o tecido sofra alteração por causa de algum estímulo. Mas nós preferimos fazer um trabalho a longo prazo para saber os seus efeitos durante o período de uma vida toda”, explica Eliane. Os ratos utilizados na pesquisa vivem em torno de dois anos.

“A velocidade a que submetíamos os ratos é algo semelhante a uma corrida para um ser humano”, descreve. A pesquisadora explica que procurou saber quanto o exercício físico podia atrasar os efeitos do envelhecimento e se a perda de neurônios do plexo cardíaco (região acima dos átrios do coração) poderia ser retardada.

Partindo de uma dissertação de mestrado sobre envelhecimento de neurônios cardíacos em ratos, feita em 1999 no próprio ICB, Eliane e Liberti já sabiam que ratos que envelhecem de forma natural, sem praticar exercícios físicos constantemente perderiam cerca de 70% dos neurônios do coração. Porém, ao analisar o plexo cardíaco dos animais que correram na esteira, percebeu-se que a perda de neurônios na região não aconteceu. “Estatisticamente, essa perda não foi significante. Isso já é um ganho, uma vez que um dos problemas do envelhecimento são as perdas”, diz Eliane.

Alteração física

Além dessa conclusão, Eliane conta que o tamanho dos neurônios do plexo cardíaco dos ratos também era diferente, levando em consideração a prática de exercícios. Os animais que não praticaram atividade física apresentaram neurônios maiores. “Quando se tem uma perda tecidual como essa, a tendência é que o corpo ocupe os espaços dos tecidos perdidos aumentando o tamanho dos neurônios que ainda estão ativos.”

No caso dos ratos praticantes de exercícios, em que não houve perda significativa de neurônios no plexo cardíaco, havia uma grande quantidade de neurônios menores. “O que sabemos é que os neurônios menores têm maior excitabilidade, ou seja, respondem melhor diante de um estímulo em relação aos maiores.”

Essa diferença é importante no equilíbrio da atividade cardíaca. “Se uma pessoa precisa, por exemplo, correr atrás de um ônibus e não tem o hábito de praticar atividades físicas, ela ficará mais cansada por muito mais tempo, mesmo estando em repouso logo depois de correr. Isso é explicado porque os neurônios cardíacos dessa pessoa são maiores e demoram mais tempo para responder às ordens do sistema nervoso central que dizem que o coração já pode diminuir a frequência cardíaca. Quando a mesma situação acontece com uma pessoa habituada a fazer exercícios, os estímulos do sistema nervoso central são recebidos por neurônios menores, que respondem rapidamente e normalizam os batimentos cardíacos.”

A pesquisadora atenta para uma vida mais saudável. “O envelhecimento é natural. Ter rugas, perder músculos, ter ossos mais frágeis é uma realidade. Mas ainda assim, todos queremos ter nossa independência e funcionalidade sem depender de ninguém. E a estratégia para isso é o exercício físico.” A pesquisa feita no ICB teve a colaboração do professor Romeu Rodrigues de Souza, ex-professor do Departamento de Anatomia do ICB e de Wilson Jacob Filho e José Maria Santarém, do departamento de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Exercícios físicos ajudam a combater a depressão



A atividade física costuma ser prescrita por médicos para auxiliar no tratamento de enfermidades como doenças do coração, colesterol elevado e até diabetes. Mas, um estudo americano acaba de expandir a lista de benefícios e mostra que os exercícios também são capazes de combater a depressão.

A pesquisa foi coordenada por um grupo de psiquiatras da Universidade da Carolina do Norte, que avaliaram pacientes clinicamente diagnosticados com a doença. Nesse grupo, havia os que praticavam exercícios aeróbios regularmente, os que usavam medicação antidepressiva e os que combinavam remédios e atividades físicas.

Constatou-se que o índice de depressão melhorou em cerca de 90% na turma que apenas praticou exercícios aeróbios. Já aqueles submetidos a medicamentos tiveram uma redução de 55% na incidência da doença, e o terceiro grupo (medicação e exercícios) teve uma melhora de 60%. Os especialistas salientam, então, que praticar atividades físicas até três vezes por semana é a maneira mais eficaz de manter a saúde mental em ordem.

O que provoca as varizes?



Quando há algo de errado na circulação sanguínea o corpo nos avisa de várias formas, umas mais aparentes, outras não. Vasos e varizes estão entre os sinais mais visíveis, principalmente nas pernas, motivo de transtorno para muitas mulheres.

"As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas e tortuosas originadas de uma alteração funcional da circulação venosa", explica José Roberto Bonfim Domenici Júnior, cirurgião vascular do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André. Localizadas no tecido subcutâneo - camada de gordura sob a pele - ou na parte intradérmica, elas são visíveis e na maioria das vezes palpáveis.

"A doença merece destaque, pois 35% da população brasileira sofre com varizes. Por influência dos hormônios, as mulheres são as que mais sofrem (são quatro mulheres para cada homem)", aponta Prof. Dr. Eduardo Toledo Aguiar, cirurgião vascular membro da SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular).

Embora a principal causa seja o comprometimento da parede venosa e aumento da pressão dentro do vaso ou alteração na função das válvulas, o cirurgião afirma que há outras razões envolvidas, como raça, idade, sexo, predisposição hereditária, obesidade, hábitos alimentares, hábitos posturais, gravidez, uso de anticoncepcionais, traumatismo e tabagismo.

Na listinha de motivos há ainda alguns hábitos estéticos, bastante comuns na rotina das mulheres. Mas nem sempre eles estão associados ao mal. Um exemplo disso é a drenagem linfática.Quando realizada de maneira correta, ela favorece o retorno sanguíneo, isto é, com movimentos e pressão leve, seguindo o trajeto do sistema linfático, a drenagem diminui o inchaço, a sensação de pernas cansadas e a dor. Portanto, ela pode sim ser realizada como tratamento e prevenção, conforme explica Tânia Antonialli, fisioterapeuta Dermato-Funcional, que indica sempre procurar um médico. "Existem algumas contra-indicações como, por exemplo, a trombose venosa profunda".

As meias compressoras seguem o mesmo princípio, elas ajudam a diminuir o inchaço das pernas principalmente em pessoas que passam muito tempo de pé ou sentadas. Mas, assim como no caso da drenagem, o uso da meia deve ser feita com indicação de um médico vascular.

E a cera quente? A fisioterapeuta esclarece que ela não é responsável pelo aumento das varizes. "Quando a pessoa fica exposta há uma temperatura de calor excessivo pode dilatar as veias. Mas, como a depilação é um processo rápido, ela não pode ser o fator principal para o seu surgimento". Outra dúvida acontece em relação aos exercícios físicos, pois muita gente acredita que eles são responsáveis por piorar o problema.

"Quando praticados de forma moderada ajuda a prevenir o aparecimento dos vasos e varizes, devido à contração muscular que favorece o retorno do sangue ao coração. A falta ou excesso de atividade física, feita com esforço muito grande, é que favorece", explica a fisioterapeuta.

Segundo o cirugião, não existe nenhuma relação entre varizes com depilação, uso de salto alto, subir escadas, carregar peso, musculação e ginástica. "Pelo contrário", atesta. Praticar ginástica, musculação e subir escadas é considerado também um exercício e são recomendados para a prevenção, desde que feitas de forma correta e sem exageros.

Para entender melhor como se formam as varizes, Domenici explica que elas surgem a partir de uma deficiência da circulação. "As artérias levam sangue para todas as partes do corpo, que é devidamente bombeado pelo coração. A pressão sanguínea nas veias, no retorno do sangue ao coração, é menor e a circulação depende da ajuda dos músculos da panturrilha, já que a volta do sangue ocorre contra a força da gravidade". Essas válvulas trabalham em um único sentido, que impedem que o sangue retorne para os pés, mas se ocorrer uma falha em uma dessas válvulas ocorrerá um acúmulo de sangue provocando as varizes.

O tamanho e características das veias é que vai determinar o tipo de tratamento: escleroterapia (injeção de solução alcóolica ou hipertônica dentro dos vasos) ou cirurgia. "As veias tratadas com cirurgia ou esclerosadas não voltam, mas vale lembrar que outras poderão surgir já que a causa exata ainda e desconhecida ou mesmo pela dificuldade de ser constatada", destaca o cirurgião do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André. 

Por isso, mulheres com predisposição ou mesmo aquelas que já passaram por algum tipo de tratamento devem manter uma dieta saudável, principalmente rica em fibras, e não ganhar peso. Além disso, evitar de ficar muito tempo sentadas ou mesmo usar cintas e roupas apertadas. O uso de meias elásticas de média compressão são importantes durante a gravidez. E, sempre que possível, descanse com as pernas elevadas. 

Obesidade Infantil: prevenção



Para combater a obesidade infantil, mal que já atinge uma em cada dez crianças em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), é preciso investir na reeducação alimentar e atividades físicas.

Antes de tudo não se pode esperar que uma criança alimente-se à base de frutas e verduras enquanto o restante da família se diverte com alimentos calóricos.
Veja algumas dicas importantes:
 
Alimentos saudáveis além de receitas leves e naturais são um ótimo começo. Embora, possa haver resistência por parte da criança, após alguns meses seu paladar começará a mudar e a reeducação alimentar será assimilada com maior naturalidade.
 
Prática de atividades físicas: os pais podem enfrentar algum tipo de resistência por parte da criança, que geralmente tem uma performance inferior à de seus colegas. Estimular a prática do esporte pode facilitar a formação de vínculos sociais e preveni a desistência ao esporte. 
 
Além disso, os pais devem estar atentos para não sobrecarregarem a criança, exigindo que ela faça mais atividades físicas do que é capaz de suportar. O esporte deve ser uma fonte de prazer e não de tensão.

Como se nota, ainda que a constituição genética de uma criança favoreça a obesidade, há muito o que os pais podem fazer para evitar que o problema se instale. Investir na reeducação alimentar e no fim do sedentarismo de seu filho é um esforço que poderá poupá-lo de grande sofrimento na vida adulta.

Ser magro não é ser saudável



Como saber se alguém é, realmente, saudável? Será que um exame da aparência pode comprovar alguma coisa? Na verdade, não. Apesar disso, é comum que a maioria das pessoas tenha, mais que um padrão de beleza, um padrão estético que é quase um sinônimo de saúde.
No geral, esse modelo é alguém magro.

O fato de a sociedade desaprovar o sobrepeso virou polêmica recentemente. Declarações de Beth Ditto, vocalista da banda "Gossip", saíram no jornal britânico "The Independent". A cantora - que é gordinha - afirmou que não é porque está acima do considerado peso ideal que ela não tem saúde. "Eu quero dizer para as pessoas: ‘Venham, abram minha geladeira e olhem, depois vamos falar sobre o que você acha que é tão ruim’", falou.

Ditto ainda foi irônica: "Para serem magras e permanecerem magras, algumas pessoas literalmente usam cocaína todo o tempo. Algumas pessoas fumam em vez de comer. Isso é loucura. Mas tudo bem né, desde que você pareça saudável". A vocalista disse que uma das partes mais cansativas de ser gordinha e sentir orgulho de si mesma é ter que provar isso sempre.

A cantora pode ter razão quando questiona a crença de que toda pessoa magra é saudável. Para ser considerada magra e saudável, uma pessoa deve simplesmente ter o Índice de Massa Corpórea - IMC, entre 18,5 e 24,9 Kg/m2, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. "Pessoas muito magras podem evoluir em graus variáveis de desnutrição, o que não é saudável, chegando a ser muito perigoso à saúde", aponta Laura Frontana, endocrinologista do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.

Estar no peso considerado normal também não significa estar livre de doenças como hipertensão arterial, diabetes ou dislipidemia - apesar de esses males atingirem muito mais indivíduos obesos. Tudo vai depender da história clínica e das características de cada um.

Da mesma forma, estar com sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9 Kg/m2) ou obeso (IMC acima de 30 Kg/m2) também não quer dizer que a pessoa não tem saúde. Vários fatores devem ser observados para se chegar a essa conclusão: grau de obesidade, deposição desta gordura no corpo, tempo de evolução da obesidade, atividade física, dieta e genética do indivíduo.

"Mas, uma vez que ele esteja obeso, já possui uma quantidade de tecido gorduroso capaz de produzir substâncias inflamatórias e hormonais que vão agredindo o organismo, muitas vezes de forma silenciosa", alerta a especialista. "Assim, podemos observar um indivíduo obeso e aparentemente saudável, porém, em algum momento, ele possivelmente poderá apresentar um problema de saúde relacionado à obesidade como dores articulares, oscilações da pressão arterial até doenças crônicas", completa.

A verdade é que existem dois tipos de gordura: as chamadas gorduras viscerais, que ficam depositadas dentro do abdômen, entre as vísceras. Elas são um fator de risco independente para doenças cardiovasculares e doenças crônicas como o diabetes. Há também as gorduras periféricas, que se depositam preferencialmente nos braços, pernas e glúteos, e não têm relação com doenças crônicas.

São as características genéticas que determinam se alguém terá mais gordura visceral ou periférica. "Assim, mesmo que o paciente não tenha grande excesso de peso, mas se possuir um predomínio da gordura abdominal, este deverá emagrecer, pois terá maior risco de desenvolver doenças crônicas", orienta Laura.

Um método indireto para estimar o excesso de gordura no abdômen é medir a circunferência abdominal. O aceitável é até 80 centímetros para as mulheres e até 94 para os homens. Caso as medidas sejam maiores, é bom procurar acompanhamento médico para não sofrer complicações.

Uma coisa é certa: parecer saudável não significa ter mesmo saúde, como ensina a endocrinologista. "É fundamental que as pessoas mantenham, além do peso ideal, uma alimentação balanceada, a prática regular e contínua de atividade física, que respeitem os horários do sono e controlem o estresse."